Produção industrial


Na passagem de dezembro de 2010 para janeiro de 2011, os índices regionais da produção industrial mostraram crescimento em sete dos quatorze locais pesquisados. Nesse crescimento, houve destaque para os avanços do Espírito Santo (9,4%), após acumular perda de 6,4% nos dois últimos meses, e do Paraná (9,0%), que recuou 2,5% em dezembro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional.

As demais taxas positivas foram observadas nos seguintes na Bahia (2,0%), no Ceará (1,4%), no Amazonas (0,8%), em São Paulo (0,7%) e na região Nordeste (0,1%).

Por outro lado, Goiás (-4,6%), Pará (-4,1%), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (ambos com -2,3%), Pernambuco (-1,6%), Minas Gerais (-1,2%) e Santa Catarina (-0,4%) tiveram queda na produção entre dezembro e janeiro.

Na comparação janeiro 2011 / janeiro 2010, que para o total do País ficou em 2,5%, os índices regionais registraram crescimento em sete dos quatorze locais pesquisados. Vale citar que em dezembro último, nove dos quatorze locais mostraram expansão frente a igual mês do ano anterior.

Em janeiro de 2011, com avanços acima da média nacional destacaram-se: Paraná (18,4%), Espírito Santo (9,3%), São Paulo e Pará (ambos com 3,6%) e Minas Gerais (3,1%). As demais taxas positivas foram observadas em Santa Catarina (2,4%) e Amazonas (0,6%).

Por outro lado, Ceará (-9,5%) e Bahia (-9,4%) assinalaram as quedas mais acentuadas, refletindo, respectivamente, a menor produção nos setores têxtil e de produtos químicos. Também com resultados negativos figuraram: região Nordeste (-6,1%), Rio Grande do Sul (-5,5%), Pernambuco (-2,2%), Goiás (-1,0%) e Rio de Janeiro (-0,2%).

Resultados positivos em todos os locais nos últimos 12 meses

No indicador acumulado nos últimos doze meses, os resultados positivos atingiram todos os locais pesquisados.

As indústrias do Espírito Santo (19,4%), Goiás (15,5%), Paraná (14,8%), Amazonas (13,8%) e Minas Gerais (13,2%) continuaram registrando as taxas mais elevadas, seguidas por Pernambuco (9,8%), São Paulo (9,2%) e Pará (9,1%) que cresceram em ritmo próximo ao da média nacional (9,4%).

Nesses locais, os principais destaques ficaram com os segmentos produtores de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além dos setores tipicamente exportadores, particularmente as commodities. Os demais resultados positivos foram assinalados por Rio de Janeiro (7,4%), Ceará (6,9%), região Nordeste (6,7%), Santa Catarina (6,0%), Rio Grande do Sul (5,1%) e Bahia (4,4%).

Ainda no indicador acumulado nos últimos doze meses, que para o total do país passou de 10,4% em dezembro de 2010 para 9,4% em janeiro de 2011, também se observou redução no ritmo de crescimento, com treze dos quatorze locais assinalando menor dinamismo entre os dois períodos.

Espírito Santo (de 22,3% para 19,4%), Bahia (de 7,1% para 4,4%), Amazonas (de 16,3% para 13,8%), Ceará (9,1% para 6,9%), Minas Gerais (de 15,0% para 13,2%) e Rio Grande do Sul (de 6,9% para 5,1%) mostraram as maiores perdas de ritmo entre dezembro e janeiro, enquanto Paraná foi o único que mostrou ligeira aceleração entre os dois períodos, ao passar de 14,2% no encerramento de 2010 para 14,8% em janeiro de 2011.