Ex-colaboradores da ditadura argentina são julgados por violação aos direitos humanos, em Córdoba


Em Córdoba, na Argentina, começou hoje (2) o julgamento do ex-presidente argentino Jorge Rafael Videla (que governou de 1976 a 1981) e o general reformado Luciano Benjamin Menéndez – acusados de violação aos direitos humanos durante a ditadura no país. O secretário de Direitos Humanos da Argentina, Eduardo Luis Duhalde, disse que é um processo histórico. “Trata-se do julgamento dos máximos responsáveis pelo genocídio argentino”, afirmou.

Este é o terceiro julgamento por crimes contra a humanidade, em Córdoba. Mas o primeiro de Videla depois do julgamento de membros da junta militar. As informações são da agência argentina Telam.

O tribunal será presidido por Jaime Diaz Gavi, acompanhado desta vez por Carlos Lascano, Julio María José Pérez Villalobos e Carlos Arturo Ochoa. A acusação, por meio do Ministério Público, será conduzida por Carlos Maximiliano e Hairabedián Gonella, além do apoio de Pablo Bustos Fierro.

“É um grande passo no avanço do processo de verdade e justiça o julgamento dos responsáveis pelo período mais cruel da história da Argentina”, afirmou Duhalde. “Haverá um julgamento justo.”

O julgamento de Videla e Menendez começa hoje (2). Ambos são acusados em dois processos – a morte de 30 presos políticos e sequestros e torturas cometidas pelo Departamento de Polícia de Informações (conhecido pela sigla D2).

Um dos casos mais emblemáticos é conhecido por UP1 e o principal acusado é Videla. Ele é apontado como o mandante da execução de 32 prisioneiros políticos, no período de abril a outubro de 1976, em San Martín Prison Unit – na cidade de Córdoba.

As vítimas foram presas antes do golpe de Estado, de 24 de março de 1974. As vítimas foram acusadas pelo Judiciário da época de violar a lei anti-subversão. Homens e mulheres foram massacrados até a morte em circunstâncias diferentes.