Presidente do BNDES fala sobre crise


A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) realizou nesta quarta-feira () audiência pública com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Ele apresentou as ações do banco para o enfrentamento da crise financeira mundial.

O debate foi proposto por requerimento de autoria dos senadores Inácio Arruda e Valter Pereira (PMDB-MS), conjunto às comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), de Serviços de Infraestrutura (CI), de Assuntos Econômicos (CAE), de Assuntos Sociais (CAS) e de Acompanhamento da Crise Financeira e Empregabilidade.

O presidente do BNDES afirmou que, ao contrário do que ocorreu em boa parte do mundo, o Brasil não perdeu sua capacidade de receber investimentos por causa da crise financeira. Coutinho citou como exemplos dos setores não afetados fortemente pela crise o petroquímico e o de produção de petróleo e gás, cujos investimentos estão em expansão, situação que, para ele, deve persistir nos próximos anos.

Segundo Coutinho, os sucessivos levantamentos feitos pelo BNDES demonstram também que diversos setores ligados à infraestrutura, em especial a geração de energia elétrica, também possuem boas perspectivas de crescimento. Reconheceu, porém, que outras áreas, como a de celulose e papel sofreram retração em decorrência da crise.
Ele listou uma série de programas instituídos e coordenados pelo banco para auxiliar os empresários e outros setores a se salvarem nesse período de crise econômica mundial, mencionando os programas de refinanciamento para empresas dos setores sucroalcooleiro, de cooperativas, dos produtores rurais e outros empresários ligados ao agronegócio, entre outros, todos voltados a auxiliar na recuperação do capital de giro.

Está prevista para amanhã () a apresentação do Ministro da Fazenda, Guido Mantega em audiência conjunta das comissões de Assuntos Econômicos (CAE); de Serviços de Infraestrutura (CI); de Assuntos Sociais (CAS); e de Acompanhamento da Crise Financeira e Empregabilidade, para falar sobre a crise financeira, desvalorização da moeda, mudanças no rendimento da caderneta de poupança, e os efeitos da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na arrecadação da União, estados e municípios.