Pequenas e médias empresas manifestam apoio a Chávez


A Assembleia de Pequenos e Médios Empresários da Argentina (Apyme) divergiu hoje das "grandes corporações" do país e apoiou o processo de nacionalizações conduzido pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Em nota, a organização ressaltou que as últimas nacionalizações anunciadas por Chávez, que afetam siderúrgicas que pertencem ao grupo argentino Techint, não constituem "um ato improvisado nem caprichoso, mas são promovidas como parte de um projeto de integrar em um só conglomerado o setor siderúrgico".

A associação diz ainda acreditar que as medidas do mandatário são legítimas, considerando "o direito de cada país de fixar o modelo de desenvolvimento mais conveniente para a maioria de sua população".

"A Apyme compartilha as decisões de respeitar a soberania de países irmãos e rejeita a tradicional pressão das grandes corporações em favor de seus próprios interesses", afirma o texto.

Os pequenos e médios empresários também criticaram "os duros comunicados" direcionados pelas corporações contra a gestão de Chávez, o que "não condiz com seu silêncio e inação durante as piores épocas de miséria, pobreza e exclusão de grandes massas de cidadãos argentinos ou diante do desaparecimento de milhares de pequenas e médias empresas".

Na terça-feira (), durante uma visita à Bahia, Chávez disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que as empresas brasileiras estariam "a salvo" das nacionalizações.

O comentário repercutiu e desagradou a presidente argentina, Cristina Kirchner, que telefonou a seu colega venezuelano e pediu a ele esclarecimentos sobre tal afirmação.

Ontem, Caracas emitiu um comunicado no qual explicou que a declaração havia sido "uma brincadeira". Além disso, reiterou a importância da cooperação com o governo e as empresas da Argentina.