IPI zero repercute


O Ceará é o principal mercado de motocicletas do Norte e Nordeste, estando na frente da Bahia e Pernambuco. Com um mercado grande como esse, não é à toa, portanto, que chega a sua terceira edição o Salão Moto & Bike. O evento começa amanhã e prossegue até sábado, no Centro de Negócios do Sebrae-CE.

As grandes marcas de motos, bicicletas e bikes, peças e serviços estarão presentes, trazendo como atrações este ano shows de motos e bicicross, shows de rock, sorteio de motos e bikes e muitas e outras surpresas nas atrações.

Aberto aos profissionais e apaixonados por motos e ciclismo, segundo a organizadora e diretora da Turin Eventos, Selma Cabral, a expectativa é de que sejam viabilizados muitos negócios, tendo em vista a redução do IPI concedido pelo Governo Federal. “Isso deve contribuir para o aumento da frota de motos que hoje é de 552.008 mil motos no Ceará, concentrando 113.444 mil só em Fortaleza”, explica ela, citando dados do Detran. “Afora uma estimativa de 35% de motos não regulamentadas, no interior do estado”, cita.

Bicicletas
Além das motocicletas, outro mercado promissor é o de bicicletas. Ele teve um grande avanço com novas modalidades de esporte e na área de transporte como alternativa especial para os trabalhadores de baixa renda, notadamente na área industrial que comporta uma frota usuária grande. A novidade é que um Projeto de Lei de autoria do Senador Inácio Arruda busca reduzir a zero o IPI sobre bicicleta, peças e acessórios, reduzindo ainda para as industrias o PIS/PASSEP e COFINS.

Durante os dias do evento a organização prevê um público de 30 mil visitantes, 110 expositores, em área especialmente projetada, com geração de novos negócios estimados em R$ 4,5 milhões.

PROGRAMAÇÃO:

Quinta-Feira
17h – Abertura
18h30min – Show de Rock
19h30min – Assomotos
20h – Bicicross
21h – Encontro Ciclomagazine
21h30min – Show de manobras radicais em Motos

Sexta Feira
17h – Feira de Negócios
18h30min – Palestra: Lubrificação de Motores
19h30min – Assobike
20h. – Campeonato de Bicicross
21h30min – Show de manobras radicais em Bikes

Sábado
17h – Abertura da Feira de Negócios
20h – Homenagem apoiadores (Sebrae/CE – Secretaria do Esporte de Fortaleza – Assomotos)
21h – Campeonato de Bicicross
21h30min – Show de manobras radicais em Motos

DADOS

552 Mil é a frota de motocicletas no Estado. Desse total, 113.444 estão em Fortaleza. Interior do Estado concentra muitas marcas e um público fiel que gosta e consome produtos relacionados a moto

Setor quer menor carga  tributária
“Se os carros conseguiram, por que o segmento de duas rodas não pode ser beneficiado?”. É desta forma que a Federação de Mototaxistas e Motofretistas do Brasil (Fenamoto) reivindica ao Governo Federal o fim da cobrança do PIS e do Cofins sobre a distribuição e revenda de peças para motos e bicicletas.

De acordo com a associação, a União poderia conceder o benefício ao setor, o mesmo que fez recentemente com a isenção do IPI sobre os automóveis, caminhões e até eletrodomésticos e materiais de construção.

Valterclar Vieira, presidente do Sindicato dos Mototaxistas de Fortaleza, afirma que desta maneira, a medida ajudaria a categoria a driblar a crise e, por tabela, ajudaria a população de baixa renda na aquisição de peças mais baratas. “A moto é o principal meio de locomoção e o principal meio de trabalho para essas famílias. Isto, com maior força no interior dos estados brasileiros”, declara.

Dados da Fenamoto indicam que o Brasil tem uma frota de 11 milhões de motos. Entidade acredita que se a isenção for aprovada, a cadeia produtiva – que inclui os fabricantes e distribuidores de peças, componentes, oficinas e serviços autorizados e emprega diretamente meio milhão de pessoas, fomentará o comércio e todo o segmento.

Para Vieira, caso o Governo acene positivamente, evitaria mais prejuízos e demissões, já que ele prevê que a isenção dos impostos estimularia a criação de novos empregos e barateamento das motos e peças, favorecendo a economia que é formada por milhões de consumidores de baixa renda. “Isto é uma situação que tentamos desde 2002. Acredito que diante da situação mundial, desta vez, irá dar certo”, salienta.

Vieira pondera que uma das particularidades do segmento de duas rodas é o de absorver mão-de-obra de pessoas que perdem seus empregos e começam um pequeno negócio. “Com essa ajuda do Governo, caso realmente ela se concretize, ele promoverá o desenvolvimento da economia das pequenas cidades, com a abertura de bicicletarias, oficinas de motos e vendas de peças de reposição”, exemplificou.

Evandro Barbosa, mototaxista há quatro anos revela que qualquer ação para diminuir os encargos e que venha beneficiar o trabalhador é de bom tamanho. O profissional afirma que percorre cerca de 100 quilômetros por dia e troca as peças de seu veículo, em média, a cada oito meses de trabalho.

Hoje Vieira, com mais 18 representantes da categoria, irá pressionar a comissão de Justiça do Senado, em Brasília, para que ele regularize federalmente a profissão. “Depois de regulamentada, o próximo passo será o fim da cobrança dos impostos sobre as peças. Caso passe pelo Senado, o Governo pode vetar. Estamos confiantes que ele não vetará”, finaliza.