Inácio quer mais incentivo para a cadeia produtiva do caju


O Senador Inácio Arruda participou nesta quarta-feira () de reunião no escritório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em Brasília, com o presidente do banco, Luciano Coutinho e representantes do setor da cajucultura.  O objetivo foi buscar o apoio do BNDES para a implantação do Projeto Setorial Integrado para a cadeia produtiva do caju, reunindo todos os processadores brasileiros, em um projeto estimado em 50 milhões de dólares.

Estiveram presentes o presidente do Sindicato das Indústrias de Caju do Estado do Ceará (Sindicaju), Antonio Lúcio Carneiro e o vice-presidente, Antonio Teixeira de Carvalho, além do superintendente do BNDES, Julio César Maciel Ramundo, que participou do encontro por meio de vídeo-conferência.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Caju do Estado do Ceará (Sindicaju), Antonio Lúcio Carneiro, falou sobre as dificuldades encontradas pelo setor, que tem perdido a concorrência com países como Vietnã e Índia na produção da castanha. Destacou ainda a necessidade da cadeia produtiva brasileira ganhar em competitividade, expandindo o mercado de exportação, principalmente para os países da África.

O Senador Inácio Arruda ressaltou que o setor ficou parado por quase 20 anos e que mais recentemente o Governo vem demonstrando preocupação em dotar a cajucultura de mecanismos que permitam seu desenvolvimento, além de incentivar a produção dos outros produtos do caju além da castanha, como o óleo e polpa. Foi por iniciativa do senador, por meio de emenda à Lei de Diretrizes Orçamentária de 2009, que a fruticultura foi incluída entre os setores prioritários para receber incentivos ao financiamento das agências de fomento oficiais, a exemplo do BNDES.

Inácio citou também o esforço do Governo do Ceará, que na última terça-feira empossou a Câmara Setorial do Caju, vinculada à Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), com a finalidade de apoiar e acompanhar projetos e ações, visando o desenvolvimento sustentável do agronegócio do caju. Por iniciativa do senador Inácio Arruda, a fruticultura foi contemplada na Lei de Diretrizes Orçamentária de 2009, já sancionada pelo Presidente da República.

Através de emenda de sua autoria, a fruticultura foi incluída entre os setores prioritários que vão receber incentivos ao financiamento das agências de fomento oficiais, a exemplo do BNDES, ao lado dos setores têxtil, moveleiro e coureiro-calçadista.

O Presidente do BNDES, Luciano Coutinho, explicou que o banco pode ajudar a resolver problemas da cadeia produtiva do caju, financiando, por exemplo, investimentos de reestruturação da base de produção. Também ressaltou a necessidade de se fazer um programa integrado com os pequenos produtores familiares, que hoje fornecem 70% da matéria-prima utilizada, e convidou os representantes do setor para fazer uma exposição técnica completa na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

O Brasil é um dos líderes mundiais de produção e processamento de castanha de caju, reconhecido pela qualidade de suas amêndoas e pela confiabilidade de seus fornecedores. A cadeia de negócios é concentrada no Nordeste, compondo um parque industrial que supera 360 mil toneladas/ano de capacidade instalada e beneficiando aproximadamente 320 mil toneladas da castanha a cada ano, gerando lucros que giram em torno de 187 milhões de dólares e posicionando a amêndoa da castanha de caju como o maior item na pauta de exportações do Estado do Ceará. Em 2008, as exportações de castanha de caju somaram US$ 150 milhões, representando 11,46% do total exportado, ficando atrás apenas dos calçados. O Ceará possui 57.577 produtores ocupando uma área de 386.757 hectares. O setor do caju é responsável pela geração de 28 mil empregos no campo e mais 15 mil na indústria.