Deficientes cobram direitos


Desnivelamento, carros e buracos nas calçadas, escadas sem corrimão, ônibus que param fora do ponto. Esses são apenas alguns dos problemas de acessibilidade enfrentados pelos deficientes visuais. Questões discutidas, ontem, no primeiro Seminário Igualdade, Compromisso Social e Participação Cidadã.

A atividade também é comemorativa ao bicentenário de Louis Braille, criador do sistema de leitura para cegos que recebeu seu nome. “O braille permitiu ao cego ter cidadania, leitura e acesso ao saber”, destaca Gina Mendonça, diretora da Escola de Ensino Fundamental do Instituto dos Cegos do Antônio Bezerra, acrescentando que a sociedade em geral precisa perceber o cego como um cidadão comum, que trabalha, estuda e faz as atividades domésticas normalmente.

A diretora ressalta avanços já implantados, como medicamentos, cardápios de restaurantes e elevadores de shopping com informações em braille. Porém, ainda insuficientes. Como reforça a deficiente visual de nascença Maria Jocelina Pereira, vice-presidente da Associação de Cegos do Estado do Ceará (ACEC). “Eu saio e pego ônibus sozinha, mas essas irregularidades (como a falta de corrimão e calçadas altas) atrapalham muito o meu dia-a-dia, além de me expor a riscos, como atravessar ruas movimentadas”.