Grandioso ato lança Bloco de Esquerda no Rio


Mais de 1000 pessoas superlotaram o salão de eventos do Hotel Glória para o lançamento do Bloco de Esquerda no Rio de Janeiro, no dia 20. Dirigentes e militantes dos partidos que compõem a frente (PSB, PDT, PRB, PCdoB, PMN e PHS) ressaltaram a importância do ato, que reúne partidos da base do governo, mas que lutam para acelerar e aprofundar as mudanças.


O ato reuniu, além dos militantes partidários, vários deputados federais e estaduais, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. O clima de união e a importância na formação do Bloco estiveram presentes nos discursos. A presidente do PCdoB/RJ, Ana Rocha, foi a coordenadora da mesa em conjunto com o dirigente estadual do PSB, Jaimão.


Primeiro a discursar, o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, falou sobre o nascimento do Bloco durante a campanha do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) para a presidência da Câmara. Para o dirigente do PSB, o Bloco ruma “para mostrar que é preciso fazer as mudanças inauguradas pelo presidente Lula. As grandes massas precisam estar representadas no governo”.
O ministro do Trabalho e presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou que aquele era “um ato de quem quer discutir o avanço da sociedade. Queremos um Brasil para os brasileiros”. Lupi falou ainda da necessidade de derrotar a direita na capital carioca e “fazer o Rio voltar a ser a cidade da esquerda e ser a vanguarda do Brasil”.


Nos discursos também foram lembradas as figuras de João Amazonas, Brizola e Miguel Arraes, respectivamente presidentes do PCdoB, PDT e PSB, que também lutaram pela união das forças de esquerda.


Globo: “o partido da direita”
Para o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, esse é um Bloco “formado por idéias, com identidade de esquerda, progressista e em defesa do país e do nosso povo”. Renato falou também da construção de um projeto nacional de desenvolvimento e da necessidade do presidente Lula realizar as mudanças que o país precisa.


Renato ainda criticou o monopólio da mídia brasileira: “em nosso país existe um verdadeiro partido da direita que é essa mídia monopolizada. Como o Brizola já dizia, a Rede Globo é o maior partido do Brasil”.
O senador Marcelo Crivella (PRB) fez um resgate da trajetória do povo brasileiro e destacou, entre outros, o movimento pela independência do Brasil e o fim da escravidão. Citou ainda importantes nomes da política como Luís Carlos Prestes e Olga Benário.


Para o presidente regional do PSB, Alexandre Cardoso, o Bloco “é um projeto para aumentar a participação da esquerda no governo federal e no pós-Lula”. Já o deputado estadual Paulo Ramos (PDT), disse que “essa frente tem o dever de ter um rumo comprometido com o que o povo espera”.


A secretária de Desenvolvimento Econômico e Social de Niterói, Jandira Feghali, ressaltou a participação da militância no lançamento do Bloco de Esquerda. “Uma coisa é discutir o Bloco dentro das salas, outra coisa é discutir aqui, olhando nos olhos de cada um. Aqui não estão militantes pagos, mas aqueles que acreditam no que fazem”, declarou Jandira.


O lançamento do Bloco de Esquerda, que foi iniciado com o Hino Nacional, terminou com o Hino da Independência cantado pelas mais de mil pessoas que participaram do ato. “Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil” foi o forte refrão cantado pelos presentes. Também participaram do ato o ministro dos Esportes, Orlando Silva, e o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, entre outras personalidades políticas.